Este álbum é fruto de um projeto de Aluízio Falcão e o Estúdio Eldorado, que buscava construir um painel da musica inspirada no cangaço. Obviamente, eles esbarraram na já conhecida burocracia e impedimentos das gravadoras para a liberação dos fonogramas; o que dificultou ainda mais a sua realização. Contudo e apesar de forças contrárias o "discão" acabou saindo. Este lp tem um peculiaridade que é o fato de ser também um registro histórico, trazendo entre suas faixas o depoimento de Cila, sobrevivente do massacre de Angico, quando Lampião morreu e também as canções do ex-cangaceiro Volta Seca. (coisas-e-afinss.blogspot.com)
Como o objetivo do blog é apresentar bandas e músicos dos mais variados estilos e países vou começar com Edward Sharpe & the Magnetic Zeros, espero que gostem!
Os Edward Sharpe and the Magnetic Zeros são ao todo 10 músicos. Mal cabem num palco e, ao contrário do que o seu nome sugere, o seu líder não se chama Edward Sharpe mas sim Alex Ebert, que está num plano hierárquico quase igual ao dos seus companheiros, incluindo a sua proeminente namorada Jade Castrinos que toma parte nalgumas vocalizações.
Alex Ebert, na verdade, parece-se com Jesus Cristo. Usa cabelo e barbas compridos, e uma veste branca tal e qual o Deus encarnado e os seus discípulos. O seu comportamento exuberante nos concertos e a retaguarda rock da sua banda fazem de Ebert uma ilusão de Jesus Christ Superstar.
O seu álbum de estreia “Up from Below” é um interessante rebuliço. São exultantes como os Arcade Fire, mas com uma desinibição bastante mais caricatural: uma descontração freak-hippie de espécies de bobos da corte… a banda de Win Butler não vai tão longe.
O pontual toque cigano que se sente no disco faz lembrar os Devotschka. Têm o lado messiânico dos Polyphonic Spree. E estão imbuídos do espírito folclórico e anárquico dos Tilly & the Wall. As canções são boas, mas é o ânimo especial do grupo que as empurra para uma atracção mais contagiante.
“Up from Below” é um dos abanões mais alegres que o pop-rock recebeu nos últimos tempos. O nome Edward Sharpe and the Magnetic Zeros merece ser já sublinhado.